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Alvaro Henrique



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09 de março de 2008

AlvaroHenrique&OrquestraDeCamaraValedoParaiba

Tocar com orquestra sempre é uma experiência muito gratificante. Quando a orquestra e o regente são bons, melhor ainda. E quando é numa sala importante, aquilo vira um momento mágico.

Ontem tive o prazer de tocar em Campos do Jordão, ao lado da Orquestra de Câmara Vale do Paraíba, regida por Rogério Santos. O grupo é uma orquestra de estudantes, que faz parte de um projeto de educação musical, mas que nada deve a várias orquestras profissionais.

Na primeira parte, toquei solo peças de Scarlatti, Villa-Lobos, Giuliani e Guerra-Peixe. Em seguida, a orquestra fez alguns números. Encerramos com o Concerto em Ré Maior RV 93, com os chefes de naipe.

Adorei a experiência, e sem dúvida foi das melhores apresentações que fiz. Espero ter a chance de, num futuro próximo, voltar a tocar com esse grupo e regente.

Veja abaixo alguns trechos da apresentação:

Concerto RV 93 (Vivaldi):
1o movimento 
2o movimento 
3o movimento 

Prelúdio 1 (Heitor Villa-Lobos)
Lamentos do Morro (Garoto)
Grand Overture (Giuliani)



23 de fevereiro de 2008

Alvaro Henrique, Recital PacificLembro que nas primeiras aulas na universidade, o professor Bohumil Med disse que músico nunca tira férias. À época, pareceu mera força de expressão, mas o professor Bohumil estava certo.

No final de fevereiro fiz um cruzeiro de turismo, acompanhado da minha mãe. Embarcamos no navio Pacific em Fortaleza, de onde seguimos para Fernando de Noronha, Recife e Natal. O passeio foi fantástico, e a experiência de viajar em cruzeiros ainda melhor. Sem dúvida foi a melhor viagem de turismo que já fiz, e espero em breve viajar de navio novamente.

É claro que levei o violão para manter a forma e estudar um pouquinho. Após me ouvir estudar aqui e acolá, fui convidado para dar uma canja e fazer um pequeno recital à bordo. Naturalmente, aceitei o convite e apresentei um programa bem variado, em que as pessoas pudessem conhecer melhor o violão solista.

Foi uma experiência muito bacana pra mim quanto pro público, e é sempre um prazer poder tocar e divulgar o violão e seu belo repertório.


10 de dezembro de 2007

Alvaro Henrique -Recital Casa de Dona YayaA Casa da Dona Yayá abriga o Centro de Preservação Cultural da Universidade de São Paulo. A residência tem um histórico antigo, e parte das suas construções datam de quando São Paulo era uma mera província.

Ano passado tive o prazer de tocar a Integral para Violão de Heitor Villa-Lobos nesse espaço, mas infelizmente o tempo chuvoso nos impediu de realizar o recital no ambiente em que ele normalmente ocorre, que é o belo jardim em torno da casa.

Nesse ano não podia ter ocasião melhor para tocar nos jardins. No programa que preparei, chamado Cantabile, escolhi obras em que a melodia reina absoluta. Num ambiente repleto de natureza, com o canto dos pássaros e a sombra de árvores com belos frutos, foi uma ótima escolha!

Eventos em locais como esse, durante o dia, permitem após o término do recital um contato muito mais próximo do artista com o público, e foi ótimo conhecer melhor as pessoas que prestigiaram a apresentação.

Outro motivo de muita alegria é poder tocar num espaço da USP, universidade em que estudei e que tive de suar muito para ter um diploma dela. É um prazer poder contribuir para o engrandecimento de uma universidade que é co-responsável pela minha formação!

Clique para mais uma foto do evento


22 de novembro de 2007

Jorge Garrido Lecca, Alvaro Henrique & Andreas KarlsenA recente viagem que fiz ao Peru foi uma maravilha. Tive a honra de participar do V Festival Internacional de Música Clásica Contemporánea de Lima, organizado pela Agencia Española de Cooperación Internacional (AECI). Nesse evento, com mais de duas semanas de duração, tocaram diversos músicos, em várias combinações, como quarteto de cordas; canto, percussão e sons eletrônicos; orquestras. Nesse evento tão diversificado, é claro que não podia faltar o violão, e realizei um recital solo no dia 21 de novembro.

O festival homenageava os compositores Edgar Valcárcel e José Maria Sanchez Verdú, que tiveram obras apresentadas em todos os concertos e estiveram presentes no festival. Foi uma oportunidade única de apreciar as obras desses compositores que seguem ativos, criando obras de grande beleza e destaque. Para os violonistas, é interessante ressaltar o trabalho de Verdú, um compositor ainda jovem que possui um número grande de obras com violão, em diversas combinações - ele se disse um entusiasta do instrumento, que adora colaborar com violonistas.

Pude estar presente em alguns concertos e fiquei deveras encantado com o trabalho dos homenageados. Gostaria de citar especialmente Checan V, para percussão e orquestra, de Valcárcel e a ópera El Viaje a Simorgh, de Verdú. Checan V faz referência à elementos incas, é uma belíssima obra, com emprego de sonoridades e ritmos interessantíssimos, além de um cavalo de batalha para o solista. El Viaje a Simorgh é uma ópera que narra a simbólica viagem que todos os pássaros, segundo a cultura sufi, fazem ao deus-pássaro Simorgh, o que representa a passagem da morte. No enredo, outros dilemas contemporâneos, como a Aids e o combate a novas formas de opressão estão também presentes.

Na minha apresentação toquei Kitab 1, de Verdú e obras de compositores brasileiros: Suíte, de Ernest Mahle, Sonata de César Guerra-Peixe e Lun-Duo, de Paulo Bellinatti. Foi uma oportunidade muito boa para divulgar a nossa cultura num evento desse porte, e fico muito agradecido que a Embaixada do Brasil em Lima, especialmente o Embaixador Luís Augusto de Araújo Castro, a ministra Marcela Nicodemos (que estava presente), e o secretário Gustavo Teixeira Chadid, que puderam tornar esse evento possível. Após o recital, muitos comentaram que gostaram bastante da Sonata de Guerra-Peixe e da obra de Bellinatti. Diversos violonistas se mostraram entusiasmados em incluí-las no seu repertório. Me alegra especialmente essa atenção para com a peça de Guerra-Peixe.

Alvaro Henrique & Duo Frevo (Pal Granum, Andreas Karlsen)Logo após os últimos aplausos, subiram ao palco meus colegas de viagem, o Duo Frevo. Esses noruegueses apaixonados pela música ibero-americana (sim, seu nome vem do ritmo pernambucano) fizeram um recital de alta qualidade, com um repertório muito bem escolhido. Gostei especialmente de Nagoya Guitars, de Steve Reich, um arranjo da famosa Nagoya Marimbas; Canto a Dos, uma peça de Valcárcel em homenagem a Villa-Lobos que cita trechos do concerto para violão e orquestra do brasileiro e a estupenda performance das Micropiezas de Leo Brouwer.

Andreas Karlsen, Alvaro Henrique & Hugo CastilloNessa viagem também pude ministrar um masterclass para alunos do Conservatório Nacional de Música de Lima. Pude conhecer alunos muito talentosos, num conservatório com uma infra-estrutura superior a de qualquer conservatório ou curso universitário brasileiro que conheci. Espero que possa ter colaborado a motivar, incentivar e oferecer alguma idéia interessante para essa turma.

A cidade de Lima é uma maravilha. Apesar dos terremotos frequentes, ela possui uma beleza urbanística singular, e é muito bem cuidada. Ruas limpas, calçadas perfeitas, muito verde e boa segurança. Some-se a isso belas construções e uma geografia que combina planícies, grandes paredões de rocha e um belo mar. O povo e a comida de Lima também são espetaculares, e tenho certeza que todo brasileiro adorará passar alguns dias nessa cidade.

por-do-sol / sunsetPara encerrar a viagem, não podia haver melhor cenário: a beleza do pôr-do-sol acima das nuvens. Ao longo do espetáculo, pode-se ver todas as cores do arco-íris, e é mágico, ao final, ver pouco a pouco a luz se despedir. Pena que a foto ao lado mostra apenas uma ínfima parte desse cenário magnífico.




15 de agosto de 2007


Alvaro Henrique - recital 14 de agosto de 2007
Foto: Alda Regina Minioli

Quatorze de agosto foi uma data muito especial. Nesse dia, participei da Semana da Música Erudita Brasileira, realizado pelo SESC 913 sul, tocando no Espaço Cultural JK. Foi uma honra ser o único violonista a participar desse evento que contava com cantores, pianistas, e cameristas brasilienses de destaque, além da Orquestra de Câmara do SESC / DF. O programa homenageava dois grandes nomes da nossa cultura, Heitor Villa-Lobos e Camargo Guarnieri. Representantes do nacionalismo musical brasileiro, escolhi peças que reforçavam essa característica, como a Suíte Popular Brasileira (Villa-Lobos) e o Ponteio (Camargo Guarnieri).
 
Pessoalmente, foi outro motivo de alegria foi tocar naquele local. Quando ainda adolescente, estudava música numa escola que organizava os recitais de alunos sempre no Espaço Cultural JK. Recordo com muita alegria dessas apresentações semestrais, e o prazer de participar dessas celebrações foi um grande motivador a dedicar-me integralmente à música. Esse recital foi o primeiro que realizo como profissional nessa sala que me acolheu com muito carinho enquanto ainda estudante.

Foi muito emocionante voltar àquela sala, para festejar a música de dois dos nossos maiores compositores, representando o violão. Uma noite muito feliz, uma experiência que sem dúvida gostaria de repetir!


Alvaro Henrique